sábado, 5 de março de 2022

Com todo o meu coração eu digo que me apaixonei pelo STAYC

 O grupo feminino STAYC fez seu comeback e como compositora e amante de futurismo eu tenho algumas opiniões

por Torya Zanella 04-03-22

fonte: Twitter Oficial @ STAYC_official

A meses estou enrolando para ver e entender sobre o grupo feminino STAYC e devo dizer que deveria ter feito isso antes. Com o recente comeback de 21 de Fevereiro de 2022 com o álbum YOUNG-LUV.COM elas me conquistaram.

E até me fizeram ir atrás das músicas anteriores.


A música título “RUN2U” me trouxe vibes para um pop eletrônico antigo com traços de eletro swing e um MV com uma estética futurista que veio dos anos 80 e foi repaginada para os dias atuais.

Não vaporwave, futurista mesmo.

Com um baixo muito presente e harmônico contrastando com momentos mais ‘flutuantes’, com o que me pareceu um saxofone processado (quando o som passa por processos eletrônicos de equalização e efeitos em um programa de edição de áudio) e vocais assertivos e percussões extremamente ritmadas fizeram da música uma linda composição cheia de elementos que foram muito bem construídos e apresentados aos ouvidos do público.

O que só continua adicionando para o conceito futurista e alegre que o grupo traz. 


O que me leva a pensar muito sobre como esse é o conceito (futurista) é o conceito do ano, mas isso fica pra outro post.


O álbum inteiro traz uma vibe jovem, alegre, festiva, traz uma vibe de pop rock com toques eletrônicos dos anos 2000 também.

A história contada a princípio me deixou de nariz torto, principalmente por começar com “RUN2U” com uma letra que pessoalmente me pareceu um amor um tanto quanto obsessivo.

Mas ao que as músicas passavam e eu fui atrás das letras em ordem, isso me trouxe uma narrativa muito verdadeira sobre um um amor jovem e inocente, o tipo de amor que você tem pela primeira vez e não tem ideia de como lidar porque nunca sentiu isso antes.

Tudo é novo e quando experimentamos algo pela primeira vez queremos tirar tudo da situação, como bom adolecete, como jovens, queremos tudo e mais um pouco da situação.

Para quem já passou por isso é possível quase se recordar das próprias memórias de quando era mais novo e das ‘burrices’ que fez, e essa é a sensação que tenho com esse álbum.

Um amor novo que está experienciando tudo pela primeira vez então faz e tem atitudes não muito saudáveis e um tanto obsessivas, mas que aos pouco começa a entender que isso talvez não seja a melhor escolha.





Estou muito impressionada com a qualidade do trabalho das garotas, os visuais são insanos e se tornaram um dos meus favoritos.


“RUN2U” entrou na minha playlist de K-Pop favorita, mesmo que o mini álbum não tenha entrado por inteiro na minha biblioteca de músicas, gosto pessoal, é possível reconhecer um ótimo trabalho e mesmo assim não ter preferência por ouvir ele por que gostos são MUITO SUBJETIVOS.

“I WANT U BABY” foi a minha escolha pessoal para esse mini-álbum pelos vocais e letra e PRINCIPALMENTE PELA COMPOSIÇÃO.

Um tanto fora do que costumo amar de primeira, mas a sensação que ela me passou quase que etérea com os sintetizadores e timbres usados para criação da textura harmônica casaram perfeitamente com o beat de base que apesar de ser leve em percussão é intenso em baixo, mesmo que ele apareça quase que minimalista.



Dos novos grupos que estão em seus primeiros meses e anos de carreira, com toda certeza STAYC me conquistou e posso chamar as garotas de uma grande promessa para a indústria.


Vou deixar os links para seus MVs e músicas aqui 


E para mais informações, pensamentos e conversas sobre música e K-Pop, 

Siga @monfoxy no Twitter, no Instagram e no TikTok

E para conteúdos mais longos me siga no Youtube

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

O novo grupo da JYP, NMIXX, fez seu debut com polêmicas, escolhas ruins e correram com sede demais ao pote.

 O novo grupo feminino da JYP fez seu debut dia 22 de Fevereiro chocando o público e essa escritora e compositora que aqui fala. Mas não foi das melhores formas.

por Torya Zanella/ 23-02-2022

fonte: Twitter oficial @NMINXX_official


    Primeiro, fora da minha bolha de conhecimentos, mas o Twitter existe pra isso e pra ser bem sincera eu só descobri sobre o debut do grupo por causa das discussões. Aparentemente, temos alegações de plágio em vários aspectos.


    Desde os visuais para o MV de debut que se assemelham demais aos do grupo masculino ATEEZ (e eu fui informada de que a produtora que fez os MVs do ATEEZ também trabalhou com as meninas do NMIXX) até alegações de que o gênero de ‘MIXX POP’ que foi apresentado como inovador não é tão inovador assim, por já ter sido usado por outros grupos como AESPA.


    Segundo que, colocando de lado a parte visual que apesar de ser minha nova área de estudo, ainda é nova demais para eu ter reais opiniões com bons embasamentos, eu vou falar do que eu SEI: MÚSICA.


    Depois de ouvir algumas vezes e entender o que era a música “O.O” eu posso dizer que mesmo sendo muito bem produzida e com ideias super interessantes e diversos momentos e acontecimentos musicais que tinham tudo para ser uma grande música foram esses mesmos aspectos que a tornaram ‘estranha’ e até ‘ruim’ para os ouvintes.


    (Em sua maioria aparentemente)


    “O.O” é uma rapsódia.


    Esse termo vem da poesia, de acordo com o dicionário de Oxford, uma rapsódia é um trecho de um poema, um fragmento de um poema, geralmente poemas épicos.


    Na música isso se aplica como uma composição feita de diversas partes diferentes entre si e unidas de forma livre sem qualquer conexão.


    O que faz todo o sentido, já que a música “O.O” é formada de 3 grandes momentos musicais e diversos acontecimentos musicais dentro dessas estruturas “macro”.


    E na verdade, uma coisa que essa música fez melhor do que as anteriores que também se chamam de experimentais e que seguem uma estrutura rapsódica é que “O.O” é a própria rapsódia, assim como a rapsódia mais popular da cultura pop “Bohemian Rhapsody” do Queen.


    Diversas coisas diferentes que se ligam do nada e levam a lugares novos e não vistos antes, com diversos acontecimentos musicais e que na música “O.O” infelizmente não tiveram tempo o suficiente para serem temas poderosos.


    Mesmo que rapsódias sejam a própria mistura de ideia musicais que não se ligam as seguintes, “O.O” teve um enorme erro ao não ter tempo suficiente para que cada acontecimento… acontecesse.


    Ao exemplo de “Bohemian Rhapsody”, uma música de quase 6 minutos, cada pedaço único tem tempo de existência, tem tempo para o cérebro o entender como algo único e próprio antes de seguirmos para o seguinte.


    Quanto a “O.O”, uma música que nem ao menos chegou aos 3 minutos, isso não aconteceu. Muitas ideias boas foram jogadas fora porque não tiveram tempo o suficiente de existir, como se cada ideia não tivesse existido por inteira antes de ser descartada.


E sinceramente esse debut mostra claros traços de uma vontade de trazer algo inovador, mas que já foi apresentado antes e não pela mesma empresa. O que só mostra a falta de compreensão do que é fazer um trabalho experimental dentro de uma indústria com padrões muito bem estabelecidos e consumidores ávidos e prontos para falar muito sobre o que é diferente da caixinha que eles estão tão acostumados.


O single “AD MARE” vem com a faixa título “O.O” e o uma b-side chamada “TANK” que por muitos foi chamada de “uma melhor escolha para faixa título”.

Eu não discordo, porém não concordo.

“TANK” seria uma escolha mais esperada, mais plausível e palatável e talvez ESSE foi o motivo dela não ter sido.





NMIXX com seu debut de “AD MARE” traz o conceito de misturas e inovações, assim o fator ‘choque’ é claramente esperado.

“O.O” foi a escolha perfeita para o fator choque durante a divulgação, ótima ideia, porém mal executada. Diversos grupos de diversas empresas já estão trazendo músicas com elementos inovadores e futuristas (como eu acredito que seja a nova onda de conceitos do K-Pop, mas posso falar mais disso outro dia).

NMIXX não inovou com isso, “O.O” é uma rapsódia quase perfeita se tivesse tido o tempo de existir em cada parte teria sido uma das melhores músicas que já ouvi na vida.

Músicas cheias de ideias com pouca minutagem não funcionam, mas a JYP aparentemente conseguiu o que queria.

Atenção e marketing gratuito e orgânico para seu novo grupo, afinal todos estão falando, bem ou mal, mas estão falando e isso engaja.



e para mais informações, pensamentos e conversas sobre música e K-Pop,

siga @monfoxy no Twitter, no Instagram e no TikTok

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Taeyeon fez seu comeback INVU e mostrou que realmente é uma Deusa

 A solista Taeyeon do grupo feminino Girls Generations fez seu comeback com um full album na segunda 14 de Fevereiro

por Torya Zanella/ Fev 19, 2022

fonte: Girls Generation Twitter oficial @GirlsGeneration


Na segunda feira dia 14 de Fevereiro a solista Taeyeon fez seu comeback com um incrível full album de 13 músicas que me deixou de queixo no chão com o quão versátil a cantora é em seus subgêneros e mesmo assim fazer um álbum muito conciso em sua ambientação obscura, intensa e passional.

Com a música título que leva o mesmo nome do álbum, INVU, foi um sucesso de streams e trouxe um MV com um conceito baseado no mito de Ártemis e Órion. Uma música intensa sobre um amor que não pode existir e que o 'eu-lírico' inveja o seu amor por ser uma pessoa em um momento muito mais brilhante que ele.

O álbum como um todo traz músicas intensas e passionais em suas melodias e letras profundas sobre amores intensos e outras várias emoções que entrelaçam em nossos corações quando estamos apaixonados e tudo ao nosso redor parece mais intenso do que realmente é, relacionadas ao nosso amor tanto romântico, como platônico e próprio. 

Pelo o que eu entendi das traduções, afinal meu coreano não é tão avançado assim, ainda.

A narrativa, tanto sonora quanto das letras, na forma como cada música foi disposta no álbum, me contaram uma história de um amor que não pode mais funcionar e o 'eu-lírico' deve seguir em frente e assim todas as emoções de: 

1. Perceber que esse amor não funciona mais;

2. Se perder em emoções que só causam dor e angústia;

3. Questionar em que momento a vida ficou desse jeito;

4. Ter raiva de toda a situação depois do término;

5. Encontrar algo novo e saudável;

6. Não ter certeza se esse novo vai dar certo;

7. Sonhar por um fim de história de conto de fadas onde tudo pode ser bom e agradecer que o caos anterior está acabando;

São apresentadas na narrativa musical deste álbum cuja sigla (INVU) em inglês soa parecida com a frase “I envy you”, traduzida para “eu te invejo”.

O que faz todo o sentido, pois o 'eu-lírico' durante toda a narrativa parece estar em um estado melancólico, como em processo de ‘luto’ por algo intenso e provavelmente importante que acabou.


fonte: Twitter oficial @GirlsGeneration 



MINHA ESCOLHA MUSICAL


Sinto que esse álbum inteiro poderia ser considerado a minha escolha, eu raramente gosto de álbuns inteiros, ainda mais quando temos mais de 10 músicas. Mas com INVU eu me apeguei a cada uma delas de uma forma diferente.

Minhas escolhas favoritas acredita que vão para o lado de ‘Siren’ e ‘Cold As Hell’, a atmosfera intensa e obscura que elas trazem se alinham ao meus gosto pessoal, mas me surpreendi em ter amado ‘Weekend’, que já tinha sido lançada como single um tempo atrás e é, na minha opinião, a mais diferente de toda a atmosfera que o álbum apresenta.

Pessoalmente, eu coloco ‘Cold As Hell’ em primeiro por seus traços sonoros que trazem uma vibe mais de rock para a música.


E uma menção honrosa vai para a letra de ‘Timeless’ que me fez chorar.


CONCLUSÃO


Se você está a procura de um álbum para achar as emoções perdidas em seu mais interno âmago eu sugiro INVU da Taeyong sem dúvida e sem pensar demais.

A cantora não deixa dúvidas de seu talento vocal e versatilidade, um álbum que entra para o meu TOP 3 favoritos sem esforço e com muita graça e valor.

Kim Taeyeon está a cada música nova conquistando o meu coração emocionado com sua voz de sereia e melodias que conversam com algo muito interno dentro de mim.

TODOS precisam conhecer essa cantora incrível.



e para mais informações, pensamentos e conversas sobre música e K-Pop,

siga @monfoxy no Twitter, no Instagram e no TikTok


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

NCT 2021 e seus 21 membros voltaram com um álbum que reflete o Universo do grupo.

 No dia 14 de Dezembro o NCT fez seu comeback para o projeto anual com os membros ativos e trouxe o que eles fazem de melhor, todas as possibilidades.

por Torya Zanella

fonte: NCT oficial Twtter @NCTsmtown


Eu não tenho ideia de como o NCT consegue fazer o que eles fazem.

No dia 14 de Dezembro o grupo masculino NCT, da SM Entertainment, fez seu comeback com o projeto que traz todas as units em um mesmo álbum. O álbum intitulado “Universe” com 13 músicas mostrou todas as cores e possibilidades que o grupo consegue trazer.

O grupo é composto de uma unit rotativa (NCT U) e três fixas (NCT 127, baseada na coreia; NCT Dream, com os mais novos do grupo; WayV, baseada na china), o som ‘barulhento’, cheio de informações, com vocais distintos e únicos, como todo artista da SM, e rappers que estão mostrando que a mesma empresa também tem potencial de formar rappers competentes mostrou que não veio para brincadeira.

Com o sistema de número não definido de membros e assim tendo múltiplas possibilidades de combinações, de testar diferentes estilos, formatos e line-ups, apresentando todo e qualquer tipo de música, do estilo à forma, dos timbres vocais e intensidades é o que fez a sonoridade do grupo ser tão distinta.

E por isso mesmo sempre trazem músicas com ares novos e que quase sempre são acompanhadas das frases: “só o NCT conseguiria fazer isso”





Das 13 músicas, nós tivemos: três são das units fixas, “Earthquake” do NCT 127, “Dreaming” do NCT Dream e “Miracle” do WayV e duas faixas títulos para o álbum.

A primeira sendo “Universe (Let’s Play Ball)” como pre-release lançado no dia 10 de Dezembro com uma das combinações do NCT U (uma fascinante a propósito). E se quiser saber o que penso apenas dela, segue o link da minha reação no YouTube.

E “Beautiful”, com todos os 21 membros participantes do projeto, foi lançada junto com o álbum. Música essa que me deixou emotiva desde o início e me lembrou uma das músicas de fim de ano da Globo. E você pode ver a minha reação a ela e comentários sobre neste link aqui.




Com uma grande diversidade de estilos, o álbum começa intenso com uma música dos main rappers do grupo (Taeyong, Mark e Yangyang) seguido de músicas intensas, dançantes e voltadas para o hip-hop, mas com o passar das faixas a ambientação dos sons vai aos poucos se transformando para músicas mais alegres e felizes até terminar o álbum com outras muito focadas nos vocais, baladas emotivas que terminam na faixa título “Beautiful”.

A última com letras cativantes sobre se manter no seu caminho, sonhar e apesar das dificuldades, lembrar que aqueles que te amam sempre estarão ao seu lado.


MINHA ESCOLHA MUSICAL


Essa foi difícil. 

Eu tenho uma grande dificuldade em escolher uma (única) música quando o assunto é o NCT, ainda mais em projetos do NCT U, a versatilidade e exploração de sons sempre me deixa intensamente presa a tudo o que eles lançam.

Mas posso dizer que nesse trabalho eu tive um grande afeto por “New Axis”, “Dreaming” e “Beautiful”.

A letra de “Beautiful” me acertou em cheio, digamos que ela teve um enorme peso emocional em mim devido a acontecimentos recentes na minha vida. Vai para a minha lista de favoritas.

“Dreaming” me prendeu desde o teaser lançado na semana anterior ao do álbum e também porque é uma música do NCT Dream e eu tenho um lugar especial no meu coração para essa sub-unit.

“New Axis” me deixou com torcicolo porque eu fiquei batendo cabeça ao ouvir ela por 20 minutos seguidos. Eu tenho um ponto muito fraco quando o assunto são os rappers, ainda mais quando são os que sabem o que estão fazendo.


Mas se eu puder apenas escolher uma, eu fico com “New Axis”, por ser um projeto de formação NCT U e esse ser o intuído dos álbuns NCT2021, NCT2020 e NCT2018, mas as outras duas têm lugares especiais no meu coração.


CONCLUSÃO


Eu sempre me coloco em situação de esperar tudo e nada do NCT, por eles terem um histórico enorme de experimentação tudo pode acontecer.

Essa é a parte que eu sempre me apaixono mais e mais pelo grupo. “Universe” é um deleite para os fãs que conhecem o histórico do grupo, senti falta de uma música em chines, já que uma das units fixas é chinesa.

Mas para aqueles que não são tão próximos ao grupo e ao que eles costumam fazer, um projeto NCT U é interessantíssimo de se ouvir.

Por naturalmente terem diversos estilos e subgêneros em suas músicas, algumas mais focadas no rap, outras nos vocais, das mais calmas às mais dançantes, além das super energéticas, eu acredito que pelo menos um trabalho do NCT U qualquer pessoa pode gostar.

Acredito que você, sendo quem quer for e gostando do que for, consegue gostar de pelo menos uma música do NCT de tão diversificadas que elas são.

Para o álbum eu entrego um 9,5 de 10 e para as faixas título 5 de 5 para "Universe" e 4,9 de 5 para "Beautiful" (isso é só uma graça minha) porque me fez ter ligar para minha terapeuta depois de ouvir ela e chorar por causa dela



e para mais informações, pensamentos e conversas sobre música e K-Pop,

siga @monfoxy no Twitter, no Instagram e no TikTok


O boygroup ATEEZ trouxe em um Epílogo uma síntese do que e QUEM eles são

 No dia 10 de Dez o grupo ATEEZ fez seu comeback e trouxe com eles a sua essência concentrada.

por Torya Zanella

fonte: ATEEZ oficial Twitter @ATEEZofficial


Na sexta dia 10 de dezembro o grupo ATEEZ fez seu comeback com o álbum intitulado como ZERO: FEVER EPILOGUE com dois singles, um pré-release chamado "Turbulence" que foi lançado dia 3 de dezembro e “The Real” no dia 10 com o lançamento do álbum completo. Os dois contando com MV’s e como sempre o ATEEZ aparece com músicas em polos opostos do espectro sonoro e as duas funcionam dentro da sua marca registrada.

A palhaçada, a audácia e a melancolia.

Mas, apesar de me deixar feliz em alguns aspectos, também me deixou um pouco incomodada em outras. 

O full álbum de 10 músicas é na verdade, na minha opinião, um mini álbum de novas músicas com todas as outras sendo as versões gravadas da apresentação do reality Kingdom que o grupo participou esse ano de 2021.

O grupo de oito garotos lançaram o álbum que começa com uma vibe tranquila e melódica, as tais músicas passionais do grupo que tem grande enfoque em melodias longas e emotivas. 

Como “Turbulance”, o pré-release com MV (que você pode ver a minha reação e comentários nesse link) onde eles mostraram seu poder vocal com os leves contrastes dos rappers que também escolheram tons vocais mais tranquilos e emotivos para a faixa.

Os piratas do K-Pop decidiram por um álbum mais focado em músicas emotivas. Com algumas músicas em versão coreana, outras das apresentações do reality Kingdom, as três primeiras em ambientações emotivas e apenas uma, “The Real”, em um estilo mais intenso e relativamente agressivo.

“The Real” foi o single lançado junto com o álbum no dia 10 e foi a música mais ATEEZ que o grupo já fez, incluindo o MV, algo que eu comentei na minha reação lá no YouTube. A música me agradou bastante.

E tudo isso me levou a pensar que esse álbum foi única e exclusivamente feito para os fãs do grupo.


fonte: ATEEZ oficial Twitter @ATEEZofficial


MINHA ESCOLHA MUSICAL


Pessoalmente eu prefiro músicas mais agressivas e intensas, que tenham uma leve “vibe dark”. Músicas muito melancólicas não me agradam.

Baladas são interessantes e tudo mais, ótimas escolhas para mostrar vocais poderosos, mas eu não consigo sentir os pelos arrepiaram com as do ATEEZ. As únicas vezes que sinto (quase como se a alma queira sair do corpo de animação) são nas músicas mais intensas e agitadas deles.

A faixa título “The Real” foi a minha escolha. 

Geralmente não escolho músicas título porque elas são ”feitas para serem gostosas” e isso às vezes sinto que me deixa em posição de quem não teve a decência de procurar sobre as b-sides do artista.

Mas quando se trata do ATEEZ eu sempre amo as faixas títulos e fico com o pé atrás nas b-sides.


CONCLUSÃO


Por essas e outras eu digo que esse álbum foi feito e pensado nos fãs do grupo e no que lhes agradaria. No que eles já gostam e admiram no grupo.

Minha nota para o álbum é 7 de 10.

O talento está ali, mas muito daquilo eu já ouvi e como, apesar de adorar o ATEEZ, eu não sou fã, não de pertencer ao fandom, esse álbum não é para mim. 

As músicas título recebem 4 de 5 para “Turbulence” e 5 de 5 para “The Real”.

Músicas únicas e que mostram o ATEEZ que os fãs amam e isso é muito importante, não é um álbum para qualquer um, acredito que esse álbum tem muito mais um fator emocional para quem já os acompanha a tempos do que para um ouvinte casual.



e para mais informações, pensamentos e conversas sobre música e K-Pop,

siga @monfoxy no Twitter, no Instagram e no TikTok


SNEAKERS é completamente descolada do resto do trabalho e isso me incomodou muito.

 Uma critica mini-album Checkmate do ITZY por Torya Zanella 26-07-2022   Uma música título fraca com um potencial já foi entregue por elas. ...